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Piratas virtuais invadiram recentemente o site
da
Epilepsy
Foundation, organização que
reúne informações sobre a epilepsia, e
publicaram centenas de figuras e links que
levavam a páginas contendo "flashs" luminosos
piscando repetidamente.
A intenção dos piratas virtuais seria provocar
enxaquecas e desencadear reações convulsivas em
alguns visitantes do site. Algumas pessoas com
epilepsia são mais sensíveis à luz e, ao verem
tais imagens, poderiam sofrer as reações. O
mesmo acontece quando são expostas a alguns
games ou desenhos animados.
O ataque aconteceu após os piratas virtuais
explorarem uma falha de segurança do software
utilizado pela fundação para permitir a rápida
publicação e para administrar os fóruns
hospedados pelo site.
"Eles levavam para páginas de fora para causar
as convulsões", afirmou Ken Lowenberg, diretor
de web e de publicações da fundação.
Ele afirmou que usuários legítimos do site não
estão autorizados a publicar imagens animadas
nos fóruns ou criar links diretos para outros
sites. Lowenberg também disse que o FBI (polícia
federal dos EUA) já está investigando o ataque.
Para especialistas em segurança na internet, o
ataque é mais um exemplo do risco que os sites
correm ao permitir que os próprios visitantes
publiquem conteúdo.
"Eu considero isso como aqueles adolescentes que
acham engraçado colocar um gato em uma mochila e
pendurá-lo no varal --não percebem como isso é
cruel", afirma Paul Ferguson, um pesquisador em
segurança na web da fabricante de antivírus
Trend Micro.
Em um ataque similar neste ano, um código
malicioso que desabilita um software que "fala"
os textos exibidos na tela do computador foi
criado por piratas virtuais. O software é usado
principalmente por pessoas com deficiência
visual.
Fonte: Folha Online |
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